Raimundo Saraiva Cardoso, o mestre Cardoso, nasceu no interior do Pará em 1930 e faleceu em Icoaraci, distrito a 18 km de Belém, onde morava com a esposa Dona Inês Cardoso, no dia 10 de abril de 2006. O mestre Cardoso foi um renomado artista da cerâmica marajoara do Estado do Pará. Ele juntamente com o mestre Cabeludo foi o responsável pelo surgimento da arte marajoara contemporânea na década de 70. Segundo ele, seu fascínio pela arte marajoara começou com uma visita ao Museu Paraense Emílio Goeldi em Belém, o qual possui em seu acervo uma rica coleção de cerâmica arqueológica, especialmente a marajoara.
Mestre Cardoso. Reproduçao fotográfica autoria desconhecida
O contato com a cerâmica já tinha acontecido há mais tempo, dentro de sua própria casa; sua mãe era ceramista e vivia numa comunidade onde havia várias olarias. Ao se mudar para a cidade de Icoaraci e ver o que viu no Museu Goeldi, resolveu então a se dedicar ao estudo das técnicas de produção indígenas. Ele pediu permissão para ver as peças e copiá-las dentro do museu. Com a autorização dada, passou a produzir réplicas de cerâmica marajoara e a comercializá-las. Mais ainda, fez despertar nos artistas locais o interesse pelas cerâmicas amazônicas, como a marajoara1 e a tapajônica2. Até a década de 60, a produção de cerâmica em Icoaraci se resumia a telhas, tijolos e potes.
Mestre Cardoso foi o responsável pelo estilo de cerâmica indígena no universo de Icoaraci. Ele atraiu a atenção dos moradores pela reação positiva dos turistas e, conseqüentemente, pelo retorno financeiro que essa produção artística dava. Nos anos 70, a comunidade deste pequeno distrito paraense viu nascer uma nova fase de grande produção de réplicas, imitando o estilo das obras pertencentes ao Museu Goeldi. Assim, para ganhar o sustento da família, até as pessoas que jamais tinham se dedicado à cerâmica passaram a produzi-las. Hoje, Icoaraci é o maior centro produtor e divulgador da cerâmica indígena amazônica. O bairro do Paracuri é onde se concentram cerca de 90% destes ceramistas.
O mestre Cardoso passou grande parte de sua vida produzindo réplicas de peças do Museu Emílio Goeldi, usando a mesma técnica rudimentar de seus antepassados, mas também criando suas próprias obras. No ateliê em Icoaraci era onde o barro era preparado, socado, peneirado, hidratado e ensacado. Na decoração das peças, usava tanto o baixo como o alto relevo, além de entalhes, aplicações, e polimentos etc. Os grafismos eram feitos com engobes de cores diversas, feitos com pigmentos extraídos de minerais locais. Depois a peças eram queimadas em forno à lenha.
O mestre fez escola também dentro da sua família. Sua esposa D. Inês, que era funcionária do Museu Goeldi, também se dedicou à produção de cerâmica. Hoje os passos artísticos do mestre são seguidos pelo seu filho Levy Cardoso e, claro, pelos vários artistas que se dedicam à arte indígena amazônica no Estado do Pará, com especial menção aos de Icoaraci. A cerâmica produzida por estes artesãos é admirada e consumida em todo o Brasil e exterior e gera, pelo menos, dois mil postos de trabalho, entre diretos e indiretos (Fonte: Diário do Pará).
1. O estilo marajoara se refere à cerâmica da quarta fase arqueológica da Ilha do Marajó. Na tradição de Marajó, a cerâmica se apresenta geralmente nas cores preto, vermelho e branco, com modelagem em relevo, incisões e cortes.
2. O estilo tapajônico tem origem na cerâmica produzida pelos índios na região do Rio Tapajós até o século XVIII. É caracterizada pela produção de estatuetas, muiraquitãs, pratos e cachimbos. As peças se destacam especialmente pela excelência do tratamento plástico que apresentam.
Fonte bibliográfica:
SCHAAN, D. P. A ARTE DA CERÂMICA MARAJOARA: ENCONTROS ENTRE O PASSADO E O PRESENTE. Habitus, v. 5, n.1, p. 99-117, jan./jun., Goiânia, 2007.
PINTO, M; LIMA, R.G. Icoaraci: Cerâmica do Pará. Catálogo da exposição realizada em 2003 na Sala do Artista Popular do Museu de Folclore Edison Carneiro, FUNARTE – CNFCP, Rio de Janeiro, 2003.
Mestre Cardoso, Vaso, cerâmica marajoara. Acervo Museu de Folclore Edison Carneiro, Rio de Janeiro-RJ. Reproduçao fotográfica autoria desconhecida.



vcs esqueceram de comentar sobre o 'liceu escola de artes e oficios mestre raimundo cardoso'
ResponderExcluirBom dia, o mestre Cardoso tinha várias peças à venda na época em que eu fazia o curso de escultura em barro em 1995, a professora Lalada Dalglish que lecionava o curso de escultura, era amiga dele, só não comprei peças dele; pois não tinha condições na época
ExcluirBom dia. Gostaria de entrar em contato para saber como avaliar/vender peças deste Mestre. Ganhei 9 peças dele, mas não sei como fazer. Agradeço qualquer ajuda. E-mail: vptguerra@gmail.com
ResponderExcluirQuero utilizar esse conteúdo em uma citação de trabalho, por favor, quem escreveu?
ResponderExcluirVocê pega o mesmo ônibus que eu, você já fez bioinorgânica junto comigo, a primeira vez que você veio falar comigo foi ano e foi para ameaçar me bater. Mesmo sem eu ter feito nada contra você. Você devia ter cumprido a ameaça e me espancar até a morte. Morrer para mim é lucro, sofrimento para mim é ver uma pessoa violenta igual a você se dando bem na vida.
ResponderExcluirNada justifica a violência, a violência é à força do fraco, o fraco não tem argumento e nem autoridade para conseguir o que quer e tem que conseguir as coisas na base da violência.
Depois que você ameaçou me bater, mesmo sem eu ter feito nada contra você, a sua amiga a Julia Tavares de Azevedo foi fazer queixa sobre mim, lá na coordenação da farmácia da UFRJ, por causa da queixinha que a Júlia Tavares de Azevedo fez sobre mim, algum FDP da coordenação da farmácia vazou as minhas informações pessoais para quem nem me conhece e nem estuda mais na UFRJ.
Se esse FDP da coordenação da farmácia da UFRJ, que vazou as minhas informações pessoais, achou que iria me calar, não funcionou. A coordenação da farmácia da UFRJ nunca vai me calar. Medo é para quem tem algo a perder, eu não tenho nada a perder, não sobrou mais nada para mim.
Você devia pensar antes de se meter nos problemas dos outros.
Você ainda faz iniciação científica com bolsa da FAPERJ no laboratório Roderick A. Barnes, será que o Alessandro sabe que você fica ameaçando os outros na faculdade?
Você ainda fez estágio em farmácia comunitária, lá na clínica da família Rodolpho Rocco, será que você ameaçou os outros também lá?
Você já foi monitor da disciplina análises farmacêuticas, será que você ensinou os alunos a ameaçar os outros na faculdade também?
Você ainda está fazendo estágio em operações em pesquisa clínica na ARTHA Research e estágio em farmácia hospitalar no hospital municipal Francisco da Silva Telles, será que você fica ameaçando os outros nesses lugares também?
Eu sei tudo sobre você, eu achei o seu perfil no Instagram, no Linkedin e no Lattes:
https://www.instagram.com/gs_baarbosa/
https://br.linkedin.com/in/guilherme-dee-sousa-barbosa-3b7a7a25a
http://lattes.cnpq.br/0814134791537799
Já que você foi homem o suficiente para ameaçar me bater mesmo sem eu ter feito nada contra você, você também é homem o suficiente para vir aqui na boca de fumo, que funciona na parte de cima da minha rua e mandar o traficante me matar, aqui em frente a minha casa funciona um ferro velho clandestino, que fornecesse material furtado para os traficantes fazerem barricadas. Melhor ainda, pega um fuzil com um traficante e dá um tiro na minha cabeça, morrer para mim é lucro, sofrimento é depois de tudo o que você fez comigo, eu ainda ser obrigado a ser da mesma turma que você das disciplinas de Citopatologia Clínica Aplicada e Toxicologia.
Você não sabe a barra, que eu estou passando nesse semestre na faculdade. Ser obrigado a assistir aula junto com você, depois do que você fez comigo e você ficar agindo como se não tivesse feito nada de errado. Eu acho que ser psicopata é pré-requisito para fazer iniciação científica.