Bajado

Euclides Francisco Amâncio, mais conhecido como Bajado, foi um artista plástico pernambucano nascido no dia 9 de dezembro de 1912 no município de Maraial, zona da mata pernambucana. Desde muito pequeno, que o menino Bajado mostrou talento para o desenho. A inspiração para suas criações vinha do cinema, uma de suas grandes paixões. Na época Bajado não tinha dinheiro para comprar a entrada para o cinema e a solução era vender pão doce e bolinhos de goma feitos pela mãe e pela avó. Quando deixava a sala de projeção, o menino pegava papel e desenhava em formato gibi a história que acabara de ver. Ainda jovem Bajado deixou Maraial e se mudou para a cidade de Catende-PE, onde permaneceu até 1930 trabalhando como ajudante e pintor de cartazes de filmes. Quatro anos mais tarde fixa residência em Olinda, onde continuou pintando cartazes para cinema e trabalhando como operador de máquina do Cine Olinda, função que exerceu até 1950. O apelido Bajado surgiu na infância por causa de uma brincadeira durante um jogo de bicho, um dos passatempos preferido do artista.

 
Bajado. Foto autoria desconhecida.

Em 1956 iniciou de forma profissional uma carreira de artista plástico, realizando a pintura de painéis e murais em centros comerciais e na decoração do Carnaval de Olinda. Bajado retratou os grandes clubes carnavalescos da velha cidade Patrimônio; Pitombeira dos Quatro Cantos, Elefante, O Homem da Meia-Noite, Vassourinhas, assim como o frevo rasgado na Ribeira, Largo do Amparo, Varadouro e na Praça do Carmo. Em 1964, junto com alguns amigos de profissão, inaugurou o Movimento de Arte da Ribeira, em Olinda, onde passou a expor seus trabalhos. Durante sua vida artística, Bajado reproduzir ainda inúmeras telas sobre a vida cotidiana, o sofrimento, as emoções e a cultura do povo pernambucano. O artista possuía um temperamento calmo e brincalhão. Fluiu na arte, com a simplicidade de um homem humilde. Era considerado um artista primitivo, inserido no estilo da arte contemporânea. Sua tendência artística era a liberdade de estética, comum na arte moderna.

Bajado, viva o homem da meia noite, óleo sobre madeira.
Foto: João Liberato©

O artista realizou inúmeras exposições individuais e participou de mais de 100 coletivas. No Brasil expôs em cidades como, Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre e Vitória. No exterior, Bajado participou de exposições na França, Itália, Espanha, Holanda e República Tcheca. Em 1994, Bajado foi homenageado com uma mostra internacional na sede da Unesco, em Paris, com a participação de diversos artistas internacionais. Hoje seus trabalhos figuram em pinacotecas públicas e particulares do Brasil e do Exterior.
 
Bajado morreu em 1996, aos 84 anos de idade, em sua residência localizada na Rua do Amparo, nº 186, Olinda-PE.

Bajado, viva o homem da meia noite, óleo sobre madeira.

Bajado, nossa cirandinha, óleo sobre madeira.
Foto: João Liberato©


Bajado, o nosso pastoril, óleo sobre madeira. 

Bajado, títuloo desconhecido, óleo sobre madeira. 

Bajado, título desconhecido, óleo sobre madeira.

Bajado, o boi da vila, óleo sobre madeira.

Bajado, o nosso pastoril, óleo sobre madeira. Foto: João Liberato©

4 comentários:

  1. Conheci Bajado em Olinda, estive algumas vezes em sua casa. Tenho fotografias e um desenho dele sobre papel (Maracatu, 1982), no qual colocou não apenas o seu perfil de costume, mas também o meu, já que se tratava de uma encomenda que deixei livre de temática.

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    1. Meu trabalho é sobre ele! pois ele é o homenageado de Olinda no ano de 2014! :)

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  2. Belo site.Parabéns.Também gosto de arte popular e posso dizer que vivo dela há quase 40 anos.Por obséquio, dê uma olhada no meu site.www.militaodossantos.com
    Abraços nordestinos,
    Militão dos Santos

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  3. Meu avô que saudades

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